São muitas as dúvidas sobre o porquê da completa aversão do grande público pela esfera política nacional. É intrigante ponderar sobre os motivos pelos quais a imagem do Poder Executivo e, principalmente, a imagem do Congresso Nacional é tão desgastada e desconexa.
A ideia passada pela cobertura dos grandes jornais impressos brasileiros é de que as instituições estatais são palco de picuinhas pessoais, troca de favores, articulações de classes dominantes.
Os interesses sociais, o posicionamento dos partidos, as pautas vigentes formam o pano de fundo da cobertura comprometida dos grandes veículos de mídia impressa nacionais. O jornal impresso enquanto aparato histórico de consulta, para os mais diversos membros da sociedade e seus inúmeros ofícios, possibilita a construção e representação de épocas, costumes, num dado período de tempo, sem contar a legitimidade imposta pelos periódicos.
Eles são meios dotados de capacidade de intervir na opinião pública, conduzir idéias pelas diversas classes sociais e, dentro de contextos específicos, são formas de dominação e manutenção de classes orientadas por interesses econômicos e ou políticos.
Constatar o jornal como mero instrumento de manutenção do poder das famílias brasileiras associadas às elites políticas, que possuem o controle das empresas brasileiras de mídia impressa, caracteriza os periódicos nacionais como meios de comunicação comprometidos e ideologicamente orientados, de forma contrária ao direito à livre e idônea informação.
O caráter de fonte de consulta histórica, que possibilita demasiadas representações e interpretações das épocas do homem, destaca a importância de discussões embasadas sobre o papel do jornal na preservação da cultura nacional.
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