O mais intrigante do nascimento de um apontamento qualquer é deparar-se com dúvidas tão importantes como as suas possíveis respostas. Não seria diferente com política brasileira. Ao se observar a cobertura dos jornais como informações presas somente a personagens específicos, faz-se necessário entender o processo presidencialista do país.
Tentar ligar a cultura presidencialista com uma cobertura de personalidades talvez ajude a elucidar os aspectos históricos e estruturais da mídia impressa nacional.
O traço personalista do modelo de governo presidencialista, associado ao controle de grupos familiares ligados a elites políticas abre espaço para uma cobertura, em grande parte, de personagens e não de questões sociais relevantes para o povo brasileiro. Pode-se apontar a personificação do presidente da república, impressa no modelo de governo presidencialista, como justificativa para a cobertura política de personagens das editorias dos impressos nacionais. Bem como o caráter personalista da cultura política brasileira influencia a cobertura de ações públicas por parte dos veículos de mídia impressa brasileiros.
Ao se considerar os fatos históricos, enfatiza-se o controle das empresas jornalísticas e de radiodifusão por elites familiares, politicamente comprometidas, como agente construtor de uma cultura negativamente personalista nas editorias políticas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário