Comunicação, Just A Little Bit Funky, É Tudo Relativo..., A Política Apocalíptica

sábado, 7 de julho de 2012

Mais do mesmo


O que é ser brasileiro? 
O que é ser cidadão? 
O que é ser esquecido pelo Estado? 

   Tais perguntas talvez não transitem com freqüência na mente de muitos, no entanto, suas respostas norteiam, mesmo que inconscientemente, a vida daqueles que vivem num jogo de sobrevivência, numa trama de constante luta pelo respeito aos direitos constitucionais mais básicos, às necessidades mais óbvias.
   As eleições presidenciais acabaram, Lula foi reeleito. O tema do momento é sobre reformas, sejam ministeriais, previdenciárias, tributárias, enfim, sobre tudo que atende, principalmente ao interesse dos que compõem o Congresso, o Poder Executivo e o Judiciário.
   Outro assunto que está e, aliás, sempre esteve em alta no país, são as CPIs. Podem ser das sanguessugas, das ONGs, ou sobre qualquer outro tema. Abrem-se inquéritos, se gasta dinheiro para investigações, direciona-se parlamentares para trabalhar no assunto, o povo perde seu tempo ouvindo sobre coisas vâs que nunca chegam numa conclusão concreta. 
    Oh, pizza indigesta!
  Especialistas afirmam que o país está crescendo. Mas quem, afinal de contas, se beneficia com tanto crescimento.  As reformas, as CPIs, as elucubrações dos economistas não fazem com que o país se transforme num lugar de possibilidades concretas.           
  Tanto potencial que é jogado fora por jogos de interesse. A corrupção desenfreada e cancerígena, a mídia comprometida com quem não deve e a falta de conscientização dos mais esclarecidos quando o assunto é nação tornam difusa a ideia de como prosseguir.
  Enquanto isso, o brasileiro, o cidadão, o Estado continuam apenas como palavras, apenas junções de letras. Não fazem sentido em paradigma nenhum da realidade do país. A reforma realmente necessária é aquela promovida pela população e as CPI's somente terão algum resultado quando já não forem mais necessárias.  

Outubro/2006

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