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sábado, 7 de julho de 2012

A Tendency To Start Fires









Guitarras entrecortadas e distorcidas de forma harmoniosa – acredite se ouvir – mescladas a um ambiente, que vai do sussurrado ao gritado, através de acordes simples, ora melancólicos, ora raivosos, completam-se numa linha de bateria seca e baixo forte. Esse é o Bush, a banda inglesa que, misteriosamente, não conseguiu fazer sucesso em seu país de origem. 

Talvez porque o som do grupo, para os ingleses, pareça extremamente americano, ou que se assemelhe ao de bandas como o Nirvana e Pearl Jam. Ambas dos Estados Unidos, especificamente de Seatlle. Lugar este, na década de 90, celeiro do rock alternativo, intitulado popularmente como grunge.


Gavin Rossdale e Nigel Pulsford conheceram-se num pub lá pelo ano de 1992. E, neste mesmo bar decidiram formar uma banda. A eles, juntou-se Dave Parsons, Robin Goodridge e Sacha Putnam, que logo abandonou o grupo. Todos já haviam se esbarrado através do circuito de bandas underground de Londres. E, com dinheiro do próprio bolso, investiram tudo que podiam no projeto.


Pode-se dizer que o Bush atingiu o sucesso relativamente rápido. Em menos de dois anos já tinha assinado contrato com a, até então desconhecida, Trauma Records. Seu disco de estréia, Sisteen Stone, conseguiu colocar cinco músicas no topo das paradas americanas.


A faixa Everythin Zen, literalmente, abriu as portas dos principais estádios para que o Bush se apresentasse. Depois da produção do seu videoclipe, a música ficou na primeira colocação de listas das principais rádios dos Estados Unidos.


Os shows raivosos e fortes, com duração de mais de uma hora e meia, propagaram o sucesso do grupo inglês pela terra do tio Sam. Depois de dezoito meses de turnê, os músicos voltaram à sua terra natal para produzir o segundo cd. Ele viria a se chamar  Razorblade Suitcase. 


Se Sisteen Stone é cheio de raiva e força, Razorblade Suitcase apresenta melodias mais trabalhadas e atmorfera depressiva. Faixas como Synapse, Personal Holloway, Bonedriven e Communicator são exemplos desta atmosfera. Outras como Insect Kin e History mantém o lado agressivo do Bush.


No ano de 1997, um cd de remixes com batidas eletrônicas é lançado. Onze faixas de vários cds ganham uma nova versão pelas mãos de disc-jóqueis. Destaque para Mouth, que ganhou videoclipe e fez parte da trilha sonora do filme Um Lobisomem Americano Em Paris.


No meio tempo do sucesso da banda, todos os integrantes começam a investir em projetos paralelos. No entanto, as produções musicais do Bush continuam a todo vapor. É lançado, então, The Science Of Things. E, embora sejam aclamadas músicas como Warm Machine e Letting The Cables Sleep, dever-se-ia (Olha a ênclise aí, gente!) dar mais atenção a incomparáveis composições como Spacetravel e 40 Miles From The Sun. 


Em seguida, vem o disco Golden State. Injustamente, o de menos sucesso. Nota-se incrível amadurecimento musical. Letras conflitantes e densas, junto à tradicional melancolia raivosa do Bush dão notoriedade técnica a este último álbum. 


Sem muitas explicações, o grupo se desfez no ano de 2002. Talvez o dito amadurecimento musical, citado a pouco, fosse reflexo de mudanças mais profundas dos integrantes da banda. Mudanças estas, podem ter sido maiores do que a motivação de continuar com a complexa tarefa que é fazer música, ainda mais em grupo. Mas quanto a isso, só resta lucubrar...


O fato é que os bonitinhos voltaram com o Bush em 2010! Eu ainda não entendi o retorno dos mortos-vivos e nem o som que eles andam fazendo. Por enquanto, é melhor manter um hiato sobre o assunto.

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